euro_coins_version_iiEstou longe de ser uma autoridade em economia. Na verdade reprovei a essa disciplina no meu primeiro ano no IPS, mas sendo uma pessoa atenta ao estado das coisas e sendo a RTPN e a SIC Notícias dois dos meus canais favoritos comecei a ganhar alguns conhecimentos sobre o assunto.

Ora como começou na verdade esta crise? Nos Estados Unidos? Sim e não.

Aquela desculpa de político que fugiu para Bruxelas e que começou esta onda de alarmismo é uma das principais razões do actual estado do nosso país.

Ao vir à TV dizer que isto está mau e que estamos todos lixados, criou uma onda de pânico. A atitude correcta seria informar as pessoas com factos e não fazer uma peixeirada na praça pública para ganhar protagonismo e dizer que a oposição “sucka largo”.

As televisões também têm muita culpa no cartório porque querem manter esta onda de alarmismo para conseguirem ter notícias e audiências. Como dizia Eliot Carver “there’s no news like bad news”, e todos os Eliot Carvers de Portugal estão a seguir este lema à letra. Eliot Carver foi no entanto morto ás mãos de Bond, portanto vejam lá se não vos acontece o mesmo ás mãos do povo.

O que torna toda esta situação difícil é o facto do dinheiro não circular.

As pessoas têm medo e como tal gastam menos. Ao gastar menos os produtores também são forçados a produzir menos e como tal a despedir pessoas que por sua vez ficam sem dinheiro para gastar. Isto acaba por se tornar um ciclo vicioso.

O facto de não confiarmos nos nossos produtos e de estarmos a entregar o nosso dinheiro a estrangeiros também piora a nossa situação. Alguns países impuseram mesmo limites à quantidade que os seus cidadão podem gastar em compras no estrangeiro de forma a controlar este problema.

Para isto melhorar Portugal tem que produzir com mais qualidade a menores preços, as pessoas têm que abrir os cordões à bolsa mas de forma a não se sobreendividarem e quem está sem emprego não deve ficar de braços cruzados e deve encarar isto como uma oportunidade para ganhar mais qualificações. O estado está a apostar e bem na formação profissional e ninguém deve deixar passar a oportunidade para ter um canudo. Ainda que não seja uma licenciatura já é o suficiente para vos dar mais hipóteses quando concorrem a um emprego.

As PMEs também têm que começar a pensar em grande. As fusões estão na moda por alguma razão. Falem com os vossos concorrentes e vejam se em vez de competirem não deveriam antes trabalhar juntos. O comodismo e procurar novas formas de fugir ao fisco não são maneiras de gerir uma empresa nem de gerar riqueza.

O mercado está muito saturado de tanta gente a fazer a mesma coisa. Seja originais, tentem fazer alguma coisa nova. Sesimbra, por exemplo, tem um restaurante e um bar em cada esquina. Será que é só isto que dá dinheiro?

Há negócios que nunca falham, especialmente aqueles que fazem trabalhos que ninguém quer fazer. O lixo e os mortos são dois bons exemplos.

Portugal é um país pequeno e o mundo é muito grande. Se cá não há dinheiro então é altura de o procurar lá fora, especialmente em países não muito afectados pela crise, como é o caso dos países em desenvolvimento a leste, em àfrica e na ásia.

O dinheiro não fugiu para lado nenhum, ele está apenas a ser mantido fora de circulação e é isso que causa a crise.

The spice must flow

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